Transparência, responsabilidade e melhoria contínua foram os principais temas do Accountability realizado pelo Hospital Municipal Ronaldo Gazolla nesta terça-feira (1/9). O encontro reuniu profissionais da unidade para apresentar os principais resultados alcançados entre janeiro e junho de 2026, compartilhar avanços e identificar oportunidades de melhoria para o segundo semestre.
Mais do que uma apresentação de indicadores, o momento foi uma oportunidade de olhar para o funcionamento do Gazolla de forma integrada, reconhecendo o papel de cada área na construção dos resultados. A iniciativa também reforça uma cultura de gestão participativa, em que os dados são utilizados para orientar decisões, aprimorar processos e qualificar a assistência.
“O accountability nos permite olhar para o que estamos construindo, com transparência, reconhecer nossos avanços e identificar onde podemos melhorar. Essa prestação de contas fortalece uma gestão participativa e comprometida com resultados que realmente fazem a diferença”, destacou o coordenador da CGE da AP 3.3, Sormane de Mattos.
Entre os indicadores apresentados, a unidade registrou mais de 70 mil exames laboratoriais realizados por mês e uma taxa de ocupação da terapia intensiva superior a 96%. O atendimento ambulatorial também ultrapassou a marca de 8.500 atendimentos mensais, enquanto o centro cirúrgico mantém uma média de 900 cirurgias realizadas por mês.
O encontro também apresentou indicadores relacionados à segurança do paciente. No primeiro semestre, houve redução no número total de pacientes com ocorrências de quedas durante a internação e, também, na quantidade de pacientes com lesão por pressão, resultados que refletem o trabalho contínuo das equipes na qualificação dos processos assistenciais.
O primeiro semestre também foi marcado por conquistas importantes para a unidade, como a obtenção da Certificação Hospital de Ensino – Nível 1, a conquista do Selo Prata PRO-SAE-PE e a formação da primeira turma de brigadistas voluntários.
O Gazolla também vem avançando na adequação e modernização de seus espaços e na participação em iniciativas como o Proadi-SUS e o processo de certificação Qmentum, fortalecendo a busca por padrões cada vez mais qualificados de gestão e assistência.
Para a Superintendente de Hospitais Gerais e Especializados da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Kátia da Costa, falar de accountability é falar, antes de tudo, de transparência. “É entender o hospital como um todo, reconhecer o papel de cada unidade e mostrar às equipes como o trabalho de cada uma delas contribui para que essa engrenagem funcione cada vez melhor. É uma forma de prestar contas, mas também de dar clareza sobre onde podemos avançar e onde cada um pode fazer a diferença”, concluiu Kátia.
Para o segundo semestre, entre as estratégias apresentadas estão a ampliação de capacitações em diferentes áreas, a formação de preceptores para os programas de residência e a implementação de ações voltadas à eficiência econômica, com foco na redução de custos e no uso racional dos recursos.
Segundo Rivelino Trindade, da Divisão Médica, o momento também é importante para transformar o diagnóstico em ação.
“O accountability nos ajuda a identificar as fragilidades e pensar no que precisa ser melhorado. Já tínhamos um mapeamento do que poderia acontecer, mas agora podemos remodelar algumas estratégias para o segundo semestre. É um momento que também traz orgulho pelo que conseguimos construir até aqui”, afirmou.
Ao apresentar o histórico da unidade e os resultados dos primeiros seis meses do ano, o encontro reforçou que cada indicador representa o trabalho realizado diariamente por milhares de profissionais. Com mais de 2.800 colaboradores, o Gazolla segue utilizando dados, diálogo e planejamento como ferramentas para fortalecer seus processos e avançar na qualidade do cuidado oferecido aos pacientes.












