O aposentado Carlos Alberto Figueiredo, de 65 anos, ficou internado por 16 dias para realizar um procedimento complexo no intestino (foto: Vinícius Ferreira/RioSaúde)
O Super Centro Carioca de Cirurgia (SCCC), unidade da Prefeitura do Rio instalada no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, se consolidou como um dos principais complexos cirúrgicos da cidade ao atingir a marca de 61,5 mil cirurgias realizadas desde a sua inauguração, em 2023, até maio deste ano. A unidade, que celebra seu aniversário de três anos neste mês de julho, tem como procedimentos mais demandados pela população a hernioplastia, a retirada de vesícula e a vasectomia.
Por trás dos números expressivos, o Super Centro coleciona histórias de superação e cuidado humanizado que transformaram a percepção dos cariocas sobre a saúde pública. Um desses exemplos é o do aposentado Carlos Alberto de Araújo Figueiredo, de 65 anos, morador do bairro São Francisco Xavier.
Ele relembra o momento em que descobriu a gravidade de seu estado de saúde. Encaminhado pela Clínica da Família Tia Alice via Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), ele chegou ao Gazolla com um quadro gravíssimo, uma lesão extensa com displasia de alto grau, necessitando de uma sigmoidectomia (retirada de parte do intestino).
“Quando eu cheguei aqui, eu estava desesperado porque meu caso era muito sério. Aqui eu consegui realizar o sonho de todo paciente que é a solução para o seu problema”, conta Carlos Alberto. “Saí com uma alegria e uma esperança que eu acho que todo paciente merece ter”, completa.
O aposentado permaneceu internado por 16 dias para a realização do procedimento complexo conduzido pela Dra. Cristiane e equipe. Ele destaca que a atenção e o profissionalismo foram impecáveis do início ao fim.
“É um hospital modelo que pode ser seguido como exemplo para outros estados e até para outros países. A equipe de médicos, de enfermagem, o pessoal da limpeza… tudo muito limpo, medicamentos na hora certa e os médicos passando a todo momento para saber como eu estava. Parece que eu estava em outra região.”
A experiência positiva de Carlos Alberto foi tão marcante que o Gazolla se tornou o porto seguro de sua família. No ano passado, sua mãe, hoje com 89 anos, foi transferida para a mesma unidade em estado grave, respirando por sonda nasal. Após três meses de internação e contrariando prognósticos pessimistas, ela se recuperou.
“Minha mãe praticamente ressuscitou graças ao acompanhamento médico e à dedicação das enfermeiras. Hoje ela já se alimenta sozinha”, comemora o aposentado, que virou um verdadeiro embaixador da unidade, já que elogia o hospital para amigos e colegas de trabalho.
Jornalista: Marcelle Corrêa












