O Agosto Lilás levou ao Hospital Municipal Ronaldo Gazolla uma mesa-redonda sobre proteção e enfrentamento à violência contra a mulher. O encontro reuniu profissionais para discutir os diferentes tipos de violência, a importância da rede de apoio e os caminhos para a garantia dos direitos das mulheres.
Uma das convidadas, a psicanalista Patrícia Serfaty, destacou que a violência contra a mulher nem sempre é evidente. “Muitas vezes, a violência é sutil e pode vir intercalada com demonstrações de afeto, o que dificulta identificá-la. Conhecer os diferentes tipos de violência e seus sinais é o primeiro passo para quebrar esse ciclo”.
A psicóloga e diretora do Centro Especializado de Atendimento à Mulher Chiquinha Gonzaga, Tamires Ribeiro, chamou atenção para a espiral da violência doméstica e para a importância de as mulheres conhecerem os serviços disponíveis. “É comum que as agressões se intensifiquem ao longo do tempo e que o intervalo entre elas diminua. É fundamental que as mulheres saibam que não estão sozinhas e que existem serviços especializados, como o CEAM, que atuam na prevenção e no enfrentamento para que a mulher possa romper com a situação de violência”, afirmou.
Para a assistente social do Gazolla, Romilda Ribeiro, o enfrentamento à violência contra a mulher exige uma atuação conjunta. “Se a violência é estrutural, a resposta também precisa ser. O enfrentamento passa pela construção de uma rede de proteção forte, pela garantia de direitos e pelo compromisso de toda a sociedade. Quando uma mulher rompe com uma situação de violência e se levanta, toda a sociedade também avança.”
A mesa-redonda reforçou a importância da informação, do acolhimento e do fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Promovida pelo setor de Recursos Humanos do Gazolla, a iniciativa integra as ações do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Jornalista: Camila Machado
Foto: Simone Frãnsisco












