O estande da RioSaúde simulava diferentes ambientes hospitalares, como centro cirúrgico, CTI e centro de monitoramento assistencial, todos com alta tecnologia
A RioSaúde marcou presença no II Congresso Científico da Souza Marques, realizado entre os dias 10 e 12 de junho na unidade da universidade na Barra da Tijuca. Sob o tema “A pesquisa conectando saberes”, o evento reuniu especialistas para debater os rumos da assistência, tecnologia e gestão pública de saúde. A empresa também contou com um estande imersivo, de 15 m2, que simulava diferentes ambientes hospitalares. O “Circuito do Paciente” levou espaços que fazem parte da estrutura do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla: recepção, centro cirúrgico, centro de terapia intensiva e centro de monitoramento, todos com alta tecnologia agregada.
Durante os três dias de programação, especialistas da RioSaúde apresentaram soluções práticas e debateram os desafios da modernização do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em eficiência de atendimento, interoperabilidade de dados e acreditação hospitalar. “Participamos, pelo segundo ano, do Congresso Souza Marques, em mais uma parceria entre a RioSaúde e a Faculdade. É um encontro que nos proporciona trocar experiências e mostrar como a inovação e a tecnologia vem sendo usada e fazendo a diferença nas unidades sob nossa gestão e, consequentemente, no atendimento oferecido à população carioca”, afirmou o presidente da RioSaúde, Roberto Rangel.

Tecnologia e agilidade no cuidado ao paciente
No segundo dia de evento (11), que concentrou mais de 20 palestras e oficinas, a RioSaúde levou para o debate o painel sobre o “Fast Track”, metodologia de via rápida de atendimento que utiliza inovações tecnológicas para garantir agilidade e eficiência no cuidado à saúde, apresentado pela assessora técnica da Presidência, Marta Côrtes.
“O Fast Track é um sistema eficiente de triagem que estamos implantando nas unidades de urgência e emergência para identificar os casos de menor gravidade e agilizar os atendimentos, para que a equipe assistencial possa focar nos casos mais complexos. Na classificação de risco a gente acolhe, avalia e identifica a real necessidade do paciente. Nosso desafio é qualificar a porta de entrada de forma segura”, completa.
No CER Barra, onde o sistema está implantado, já foi identificada uma considerável redução no tempo de espera. Isso reflete na melhoria do fluxo interno de pacientes, na qualidade do atendimento prestado e na satisfação do usuário, além de otimizar os recursos. Em breve, as UPAs também contarão com a metodologia.
No mesmo dia, a coordenadora de Inteligência de Dados e Negócios da RioSaúde, Juliana Diniz, participou da mesa “Dados que conectam a saúde: interoperabilidade para decisão pública”, reforçando como o uso estratégico de dados epidemiológicos e gerenciais podem apoiar tomadas de decisão. Ela destacou o diferencial de se ter um sistema único que permite uma visão do Brasil inteiro.
“Temos dados no Brasil que no mundo não se conseguem facilmente graças ao SUS. Os países desenvolvidos têm muita capacidade tecnológica, mas poucos dados. O SUS nos permite acessar uma enormidade de informações, já que temos, por exemplo, prontuários integrados e conseguimos ter a visão do que tem no município inteiro de toda a população”, explicou.
Juliana destacou ainda a importância da criação de uma área de dados na RioSaúde e de como isso traz avanços à saúde pública carioca. “A interoperabilidade é uma questão estratégica. Integrar dados é integrar processos, então, estruturamos uma metodologia descentralizadora em que, hoje, enxergamos todos os dados clínicos dos pacientes e conseguimos extrair qualquer tipo de dado para poder agregar informação. Com isso, é possível desenvolver dashboards e ferramentas, além de, muitas vezes, já poder prever o que pode acontecer e já nos anteciparmos aos desafios”, ressaltou.
Jornalista: Marcelle Corrêa
Foto: Cícero Sydronio












