
A chegada do pequeno Miguel Barbosa do Nascimento transformou o Dia das Mães de Danielle do Nascimento em uma celebração ainda mais especial. Aos 21 anos, ela vivia a expectativa da reta final da gestação desde o dia 22 de abril, quando completou 39 semanas e passou a aguardar, a qualquer momento, o nascimento do primeiro filho. E ele chegou na noite do último dia 6 de maio, às 19h59, de parto normal, na Maternidade da Rocinha.
Miguel nasceu saudável, com 3.130 quilos e 49 centímetros, cercado pelo acolhimento e pela assistência humanizada oferecida pela unidade, referência em cuidado materno-infantil na Zona Sul do Rio. Dias antes do parto, Danielle já demonstrava emoção ao falar sobre a maternidade e sobre o desejo de conhecer o filho. “Estou muito ansiosa para conhecê-lo. Fico emocionada toda hora. Quero viver intensamente a maternidade com o meu recém-nascido e estou ansiosa para que o irmão o conheça”, conta.
Moradora da comunidade, ela também ressaltou a importância da maternidade na região. “As pessoas julgam por ser uma maternidade na favela, mas não sabem da importância para nós, mães. Fiquei feliz em conhecer o espaço e saber que está preparado para receber meu bebê. Vim com contrações ainda na madrugada, então cheguei bem rápido”, afirmou.
A história de Danielle se soma às centenas de famílias acolhidas pela Maternidade da Rocinha, que completou dois anos de funcionamento em abril. Instalada no Centro de Cidadania Rinaldo de Lamare, em São Conrado, a unidade já ultrapassou a marca de 10 mil atendimentos, realizou mais de 500 partos e 800 laqueaduras desde sua inauguração.
Com foco no parto humanizado, a maternidade prioriza o protagonismo da mulher e oferece uma estrutura pensada para garantir acolhimento e conforto durante o trabalho de parto, com recursos como banheira, música e aromaterapia. Além dos partos, a unidade oferece pré-natal, exames laboratoriais, laqueaduras, cartório para emissão de certidão de nascimento e suporte do programa Cegonha Carioca.
Para a diretora da unidade, Amanda Barreiros, histórias como a de Danielle representam a missão da maternidade. “Estamos muito orgulhosos desses dois anos. Nesse período, a unidade cresceu, aprimorou seus processos de atendimento e fortaleceu o cuidado respeitoso, acolhedor e seguro”, destaca.
Já para Márcia Valéria Clemente, de 23 anos, este Dia das Mães será ainda mais especial. Seu filho, Davi Luca, completa um mês exatamente no segundo domingo de maio. Moradora da Rocinha desde criança, ela viveu na maternidade uma experiência “perfeita”, como define.
“O atendimento foi maravilhoso. Me senti muito acolhida e orientada o tempo todo. Nem em uma clínica particular seria tão bom”, afirma. Márcia relembra o momento do parto normal como intenso e transformador. “Foi uma dor enorme, mas um amor que eu nunca senti. Hoje, eu digo que renasci da dor do parto.”
Após o primeiro encontro com o filho, tudo mudou para ela. “Depois que ele nasceu, nada mais importava. Todos os problemas perderam o sentido”. Márcia também destaca o papel essencial da maternidade na comunidade. “É muito importante ter esse atendimento perto de casa. Aqui, temos acolhimento, cuidado e acesso à saúde”.












