Celebrado anualmente em 12 de abril, o Dia do Obstetra é uma data que ressalta a importância dos profissionais dedicados ao cuidado com a saúde da gestante e do recém-nascido. Na Maternidade da Rocinha, administrada pela RioSaúde, a ocasião ganha um significado ainda mais especial ao evidenciar o trabalho diário de equipes que atuam na linha de frente da assistência materno-infantil.
Localizada em uma das regiões mais populosas do Rio de Janeiro, a unidade desempenha papel fundamental no acolhimento de gestantes, oferecendo atendimento humanizado, seguro e acessível. A maternidade é referência para milhares de mulheres que buscam não apenas assistência médica, mas também apoio emocional em um dos momentos mais importantes de suas vidas.
Lá esse trabalho é realizado por uma equipe composta por 28 médicos obstetras e 16 enfermeiros obstetras, que atuam diariamente para garantir assistência segura e acolhedora às gestantes da região.
Com papel estratégico no atendimento à população local, a unidade amplia o acesso ao parto de baixo risco perto de casa, evitando deslocamentos e fortalecendo o vínculo das mulheres com a rede de saúde. Desde sua inauguração, a maternidade vem se consolidando como referência em parto humanizado, com cerca de 70% dos nascimentos ocorrendo por parto normal, além de avanços como a ampliação de exames, pré-natal de alto risco e a pré-avaliação para o selo Hospital Amigo da Criança.

“A maternidade cumpre um papel fundamental ao garantir que as mulheres da Rocinha tenham acesso a um atendimento de qualidade, próximo de casa e com acolhimento”, destaca a obstetra e diretora da unidade, Amanda Barreiros.
Ela também ressalta a importância da data: “Celebrar o Dia da Obstetrícia é reconhecer profissionais que atuam em um dos momentos mais marcantes da vida das mulheres e das famílias, especialmente em contextos desafiadores”.
O trabalho, segundo ela, exige preparo técnico e sensibilidade diante das particularidades de cada parto. “Lidamos com a imprevisibilidade e com uma grande carga emocional, mas também com a responsabilidade de proporcionar uma experiência segura e respeitosa”, afirma.
Na unidade, práticas como liberdade de posição, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor, presença de acompanhante e incentivo ao contato pele a pele reforçam o compromisso com a humanização do cuidado.
Jornalista: Marcelle Corrêa












