A Prefeitura do Rio e o Governo Federal inauguraram, nesta sexta-feira (13/3), o novo prédio do setor de trauma da emergência do Hospital do Andaraí. Com capacidade para realizar 300 atendimentos por dia, as novas instalações são adaptadas e equipadas para o atendimento especializado de vítimas de acidentes de trânsito, quedas, tiros, fraturas, entre outros traumas, e vão permitir o melhor fluxo para assistência desses pacientes, especialmente aqueles com quadros graves e que exijam intervenções complexas já no pronto-atendimento. Foram entregues ainda as novas dependências do setor de clínica médica do terceiro andar, sob gestão da RioSaúde, que passou por reforma completa.
– O meu maior orgulho é o que construí, ao lado do presidente Lula, em 14 anos de mandato, na rede de saúde da cidade do Rio. Nesses 14 anos, dobramos o número de unidades de saúde na cidade. E isso seria impossível sem o SUS e sem um presidente com a vontade política de entender onde estavam os bons projetos e as boas iniciativas. Era uma frustração ver o que acontecia nos hospitais Cardoso Fontes e Andaraí. Com a parceria assinada há pouco mais de um ano, o Governo Federal forneceu todo o dinheiro do custeio anual desses hospitais e todo o dinheiro necessário para investimentos. Cabe à Prefeitura gerir os dois hospitais – afirmou o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
As inaugurações são mais um passo dado no processo de reestruturação do Hospital do Andaraí, o maior complexo hospitalar do estado do Rio, fruto da parceria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e do Ministério da Saúde. O investimento total do Governo Federal é de R$ 607 milhões.
– Com um hospital de qualidade o beneficiado é o povo. Não dá para deixarmos o povo em segundo plano. Na ponta tem que estar a prestação de serviços ao povo. Esse hospital vai funcionar para cuidar da população – disse o presidente Lula.
Aumento no número de internações e de cirurgias
A Prefeitura do Rio assumiu a gestão do Hospital do Andaraí em dezembro de 2024 e, desde então, a unidade vem recebendo uma série de obras e melhorias que já resultaram no aumento de produção de 2024 para 2025. São os casos dos números de internações, que saíram de 5.754 para 6.457; e os de cirurgias, que subiram de 3.420 para 4.637, impulsionadas pela reestruturação do centro cirúrgico, que foi ampliado de apenas três para 12 salas em funcionamento.
– Esse hospital tem uma história muito bonita. Aqui teve a primeira unidade de queimados do Brasil, mas muita gente dizia que, por ser um hospital de 1945, ele era envelhecido e que não poderia melhorar mais. Mas ele não era um hospital envelhecido, era um hospital abandonado. Hoje o Hospital do Andaraí e os hospitais federais no Rio voltaram a ser entregues para o povo – declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O impacto na rede também é visível na oferta de vagas de primeira vez no SISREG, que dispararam de 576 para 4.292, e na taxa de ocupação de leitos, que passou de 84% para 96%. Em 2025, o hospital realizou 321.575 exames complementares e 59.259 exames de imagem. Hoje, a unidade conta com uma força de trabalho de 4.698 profissionais, sendo 3.941 contratados pela atual gestão municipal. Com as melhorias realizadas sob a administração da Prefeitura do Rio, a rede municipal de saúde também passará a ofertar novos serviços, como cirurgia bariátrica e a própria oncologia.
O novo prédio do setor de trauma tem três andares e consolida a nova emergência da unidade, rompendo com um passado recente de abandono. O cenário de precarização no complexo era profundo: além da emergência fechada havia dez anos, a unidade sofria com dependências totalmente danificadas, com salas do centro cirúrgico sendo usadas como depósito e uma grande quantidade de material inservível ocupando áreas assistenciais estratégicas. Uma das primeiras medidas da nova gestão foi a reabertura da emergência, ainda em fevereiro de 2025, embora inicialmente em um espaço provisório. Em dezembro, foi inaugurado o Centro de Emergência Regional Andaraí (CER Andaraí), a nova emergência clínica para adultos e pediátrica. Em pouco mais de um ano, já foram realizados cerca de 44,5 mil atendimentos no setor.














