Novo serviço diminuiu suspensão cirúrgica por faltas
O Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, na zona norte do Rio, deu um passo importante na assistência ao paciente cirúrgico com a implantação da teleconsulta pré-operatória. O novo serviço utiliza o telefone como ferramenta de cuidado. Informações como cuidados necessários antes do procedimento, esclarecimento de dúvidas e outras orientações àqueles que serão submetidos à cirurgia promovem uma assistência mais eficiente, humanizada e contínua, reduzindo ansiedade e incertezas que os pacientes possam ter. O resultado: menos faltas e mais cirurgias realizadas.
O projeto, que teve seu início em julho de 2025, começou com pacientes que fariam vasectomia e laqueadura, por terem maior índice de faltas, e, posteriormente, foi expandido para todos os tipos de cirurgia oferecidas no Gazolla. Atualmente, o hospital realiza o teleatendimento em 40% das cirurgias. Somente em agosto, por exemplo, 24 pacientes precisaram reagendar suas cirurgias. Com a implantação da teleconsulta, foi possível antecipar o procedimento de outros pacientes. No total, a unidade realizou 20 mil cirurgias em 2025.
Após a iniciativa, a taxa de suspensão cirúrgica foi reduzida e estabilizada, evidenciando o impacto positivo da implantação do teleatendimento na redução das faltas às consultas pré-operatórias.
Segundo o presidente da RioSaúde, Roberto Rangel, a iniciativa incorpora práticas baseadas em evidências e possibilita o monitoramento de sinais e sintomas, bem como a avaliação clínica, implementação de intervenções, acolhimento e cuidados para a redução da ansiedade. “Este processo contribui para um melhor preparo físico e emocional dos pacientes no período pré-operatório. Entre os benefícios, estão a redução dos níveis de ansiedade e estresse, além da promoção do bem-estar e satisfação do paciente. Para o hospital, houve melhoria nos indicadores de processo e resultados do centro cirúrgico e, principalmente, a redução de suspensões cirúrgicas por falta de preparo do paciente”, explica Rangel.
Para garantir que o paciente receba as orientações necessárias, a equipe de enfermagem perioperatória, responsável pelo atendimento, faz contato telefônico. Quando a tentativa é frustrada, é enviada uma mensagem, via WhatsApp, para acolher e informar o paciente sobre a importância da ligação. Em muitos casos, ele retorna o contato.
O projeto é coordenado pela enfermeira Daniela Basílio, da Divisão de Enfermagem do Gazolla, que reconhece os desafios, mas, para ela, a implementação da Teleconsulta Pré-operatória de Enfermagem é a integração da tecnologia com o cuidado. “O serviço possibilita o monitoramento clínico, o acolhimento emocional e a educação em saúde de maneira estruturada e segura. Trata-se de uma estratégia que amplia o alcance da prática baseada em evidências e reforça o protagonismo do enfermeiro no processo cirúrgico”, completa.













