Em meio ao cotidiano da maior favela da América Latina, a Maternidade da Rocinha, administrada pela RioSaúde, celebra o mês com um significado especial: o Agosto Dourado. Essa iniciativa incentiva o aleitamento materno como o alicerce fundamental para a saúde e o desenvolvimento infantil.

Histórias como as de Andréa e Claudiana, ambas moradoras da localidade e que tiveram seus filhos na maternidade da Rocinha se alinham em um propósito: A alimentação exclusiva. Andréa Faustino, com sua primeira filha, a Lívia de apenas 5 meses nos braços, reflete sobre as primeiras semanas de amamentação. “Não foi fácil no começo. A dor era intensa, ficamos muito sensíveis, mas não pensei em desistir em nenhum momento”, explica enquanto acaricia o rosto da bebê de apenas 5 meses, todos com dedicação e amamentação exclusiva.
Ela completa dizendo que o apoio no pós parto foi essencial: “Mas aqui na maternidade, recebi um apoio incrível. As enfermeiras me ensinaram a pega correta e me deram a confiança que eu precisava. Sinto que estamos conectadas de uma forma que palavras não conseguem descrever”. Para ela, o Agosto Dourado é mais do que um mês de conscientização, “é enxergar o ato de amamentar como uma demonstração de amor incondicional e um presente que ofereço a minha filha todos os dias. Saber que estou dando o melhor alimento possível para ela, me enche de orgulho”, completa.

Com a experiência de quem já amamentou quatro filhos, Claudiana de Moraes, 40 anos, carrega consigo a sabedoria e a tranquilidade de uma jornada longa e bem-sucedida mostrando a importância da demanda livre. “Em cada um deles, o desafio foi diferente, mas a recompensa foi sempre a mesma, ver meu bebê crescer forte e saudável”, conta. O pequeno Gael, de 3 meses, nasceu na Maternidade da Rocinha em abril. Para ela, a amamentação exclusiva não é apenas uma recomendação médica, mas um pilar de sua maternidade. “Não tem nada que se compare ao leite materno. Ele muda conforme a necessidade do bebê. É um alimento vivo, feito sob medida”, afirma com convicção. Para ela, a escolha de amamentar é um ato de amor e confiança no próprio corpo, uma escolha que ela reforçaria a qualquer mãe.
A maternidade da Rocinha se tornou um ponto de apoio essencial para essas e muitas outras mães. Com uma equipe dedicada, o espaço não apenas oferece assistência médica, mas também um acolhimento humano que faz toda a diferença. O foco é na orientação e no empoderamento, desmistificando a ideia de que a amamentação é um processo exclusivamente instintivo. Pelo contrário, é um aprendizado que, com o suporte adequado, se torna uma experiência de vínculo profundo e benefícios incalculáveis.
O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida, como praticado por Andréa e Claudiana, é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e um pilar de saúde pública. Seus benefícios são extensos e comprovados: reduzindo a mortalidade infantil, protegendo contra infecções, prevenindo alergias e fortalecendo o sistema imunológico dos bebês. Para as mães, amamentar contribui para a recuperação pós-parto e diminui o risco de doenças.
Neste Agosto Dourado, as histórias das mamães na Rocinha representam a força de mães e profissionais de saúde que se unem para dar a seus filhos o melhor começo de vida possível celebrando o poder transformador do leite materno — um verdadeiro elixir dourado que nutre e protege.












